terça-feira, 11 de março de 2014

É isso ai...


Nem os mais sábios conseguiram explicar a grandeza da Natureza

E acabou o Carnaval! E nem tive tempo de escrever o artigo da semana passada, pois também estava no espírito carnavalesco. Se bem que este ano fui mais comedido, ou seja, me comportei mais e somente assistir os Desfiles das Campeãs, em nossa Mogi das Cruzes e, em São Paulo.  Bom, para que gosta, nem é preciso dizer que ambas valeram a pena de assistir. Cada qual, na sua maravilha. Bom e teve gente que disse que o Carnaval é coisa do demônio. Sei lá, cada um tem seu pensamento; o que eu penso é que dependendo do coração de cada um, o local em que se encontra será iluminado ou não. E falando em iluminação e inferno, achei aqui em casa um exemplar de “Mello Freire” – Histórias da História de Mogi das Cruzes – edição de 2002 e me chamou a atenção o título da história: O Beco do Inferno:  “Havia, ligando o Largo da Matriz (Praça Coronel Almeida) à rua Nova, posteriormente Senador Dantas, uma viela escura, mal cheirosa, calçada com pedras brutas, que veio desde os tempos coloniais povoada de lendas, que a imaginação do mogiano conservou durante muitos anos.    
O povo deu  a essa viela o título de “Beco do Inferno”.   Diziam que, quando escurecia, um moleque de olhos que chispavam fogo ficava no centro daquela estreita travessa, aguardando a passagem de algum incauto para, sem que fosse pressentido, trepar-lhe no ombro.    O gosto desse moleque era cavalgar os desavisados transeuntes pelas ruas da cidade, altas horas da noite.    Por isso, raramente alguém atravessava aquela via pública, depois do toque de silêncio que, invariavelmente, era dado pelo sino da cadeia, às vinte e uma horas.

Na esquina, com frente para o Largo da Matriz estava o sobrado do Senhor Antonio Ingliano, que ficou geralmente conhecido por “Seu Antonio do Beco”.   Era um cidadão português, já velho, com domicílio em Mogi das Cruzes durante muitos anos que gostava imensamente de conversar à tarde com seu genro, o tabelião Francisco Monteiro, e de comprar duas vezes por semana um bilhete de loteria.   Chegara no tempo da monarquia, como escrivão de paz em Arujá, mas não se acostumando com o lugar e com o cargo, para aqui veio e ficou o resto de sua vida, sempre benquisto por todos.