sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

É isso ai...

“Tão importante quanto o que se ensina e se aprende
é como se ensina e como se aprende.” (César Coll)

E na próxima semana já começa o Carnaval. Apesar de, a data ser 4 de março, já nessa próxima sexta feira, inicia-se a folia e, consequentemente, os bailes carnavalescos. Seu significado está ligado ao fato dessa festa pagã acontecer durante os três dias que antecedem a quaresma - um longo período de privação - portanto era como uma despedida dos pecados da carne. Que coisa, não? Bom, o fato é que a folia começa bem antes e vários salões de nossa Mogi das Cruzes se preparam para receber seus associados e convidados, mogianos e turistas. Mas, o Carnaval era como os dias de hoje?. Novamente fui buscar alguma história sobre o carnaval mogiano e deparei-me com uma, no livro de Isaac Grimberg: Mogi das Cruzes de Antigamente – edição 1964. Consta em sua obra a seguinte história sobre Baile de Carnaval: “...A partir de 1892, por exemplo, e até 1902, os bailes do Entrudo dos nossos avós foram realizados no Mercado, que nesse tempo era apenas uma parte daquele que foi demolido em 1960.

Em toda a volta do improvisado salão arrumava-se uma fila de cadeiras para as senhoras e senhoritas que, assim, davam sua contribuição à festa.

- Mas só assim, sentadas? – perguntará o leitor.

Sim, sentadas apenas. Sorrindo, no máximo. Porque naqueles tempos não ficava bem a uma senhora ou a uma senhorita dançar no carnaval...

Vai daí o baile tinha início às vinte e uma horas e prolongava-se até madrugada... As damas ficavam assistindo e os homens dançavam... uns com os outros...

E havia muito homem fantasiado de baiana, de preta, de dama antiga, todos caprichosamente mascarados. Houve um, uma vez, que apareceu trajando o vestido de noiva da irmã que se casara há dias...

O Mercado ficava atapetado de serpentinas e de confetes e houve tempo em que esse tapete de papel picado elevava-se a meio metro de altura! O leitor já pensou em dançar uma quadrilha, uma polka ou um shotich sobre um tapete de meio metro de altura de serpentina e de confetes?

Tudo, entretanto, era alegria, entusiasmo, animação. Até às vinte e quatro horas de terça-feira, porém, quando cessava tudo como que por encanto.

Todos tiravam as máscaras e tinha início a Quaresma, que se prolongava sem festa alguma até às doze horas do sábado de Aleluia.

Cada cavalheiro ia buscar sua esposa ou, sua irmã ou sua mãe que ficara assistindo à festa e retiravam-se todos para as suas casas. Um funcionário municipal incumbia-se de apagar o grande número de velas e lampiões de querosene que iluminou o amplo salão e o Rei Momo principiava a sua viagem de regresso....

Imaginem se acontecesse nos dias de hoje!


Até a próxima!