segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

É isso ai...

 “Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade e verdade”

Passeando por nossa Mogi das Cruzes, pude observar que existem alguns monumentos e por vezes passamos por eles, sem saber seus significados, sem saber o “por que estão onde estão”. Todos eles, tem seu significado e sua história e deveria ser parte integrante do ensino nas escolas. Bem, mas daí é outra conversa. Vamos lá:

AVIADOR
Localizado bem à frente do Santuário do Bom Jesus do Matosinho (leia-se Igreja de São Benedito) e do Largo do Bom Jesus (atualmente os jovens costumam dizer que é a praça da Mirela) na rua Dr. Correa, foi inaugurado em 06/fev/1949 e deve-se a homenagear os aviadores Joaquim Frederico Mulheise e Wilson Abreu, vítimas do acidente aéreo ocorrido em 01/set/1948, aniversário da cidade e que jogavam papéis picados e flores sobre a multidão que participavam das comemorações. O motor do avião Paulistinha sofreu uma pane e espatifou no chão. O monumento, a reprodução da hélice partida, foi a maneira dos mogianos de homenagearem os dois jovens e consta na placa: “Cumprimos o nosso dever – Joaquim J. F. Mulheiser e Wilson A. Abreu + 01/09/1948”

EXPEDICIONÁRIOS
Foi na praça Oswaldo Cruz, no ano de 1955 que o monumento em homenagem aos Expedicionários foi erguida originariamente. Trata-se de uma homenagem de nossa cidade aos heróis integrantes da Froça Expedicionária Brasileira – FEB, que participaram da 2ª Guerra Mundial. Atualmente encontra-se instalado na rua Olegário Paiva, no bairro do Shangai. No monumento contém os seguintes dizeres: “Mogi das Cruzes – Aos seus heróis”, e abaixo, uma placa onde estão gravadas as palavras: “10 de fevereiro de 1946 – Aos seus heróis – 1945”.

BANDEIRANTE
Já para quem chega à nossa cidade pela Rodovia Mogi-Dutra, no bairro do Jardim Aracy, depara no monumento erguido em sua entrada. De autoria do artista plástico Belini Romano, foi doada pela empresa Aços Vilares em comemoração aos 40 anos do funcionamento da empresa em Mogi das Cruzes. A escultura tem 13 metros de altura e 5 de largura, pesando 3 toneladas e confeccionada em aço inoxidável. Ele retrata o Bandeirante Gaspar Vaz, fundador da Vila de Sant’ Ana das Cruzes de Mogi-Mirim.

PIRÂMIDE HUMANA
Continuando o passeio e próximo do único Shopping da cidade, um monumento esculpido também em aço inoxidável, com mais de 5 metros de altura e pesando aproximadamente 2 toneladas, doado pelo Grupo Samed, faz representação a união dos povos formadores de Mogi das Cruzes. Esse monumento é de autoria do artista Lucio Bittencourt que explora a sucata das indústrias, reutilizando-a. Sem transformá-la, respeitando suas formas originais suas esculturas são reconhecidas como apuramento técnico, caminhando entre o abstrato e o figurativo de modo harmonioso com movimentos leves e sutis, anulando a rigidez e a frieza do metal sucateado. Esta obra localizado na avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, no jardim Santista.

OBELISCO
E não poderia deixar de citar o monumento erguido na primeira comemoração oficial ao aniversário de Mogi das Cruzes, em 1 de setembro de 1935, pelo então Prefeito Municipal João Cardoso Pereira, em local que pode ser considerado como “marco-zero” de nossa cidade. Localizado na praça Coronel Almeida, no Centro Histórico de Mogi, anexo a Escola Estadual Coronel Benedito de Almeida, construída em 1901, sendo uma das primeiras escolas do município, que guarda ainda as características originais e a nossa Catedral de Sant’Ana, construída na época em que ao lado se tinha a sede da fazenda de Gaspar Vaz. Com elevação do povoado transformou em Matriz, passando por reformas no final dos anos 50 e depois demolida para a construção da Catedral.

OUTROS MONUMENTOS
Outros monumentos situados em diversos pontos de nossa cidade são, certamente, merecedores de citações, e na semana que vem retorno ao assunto propriamente dito.


Até a próxima!