sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

É isso ai... (continuação: Monumentos de Mogi)

“Não podemos fazer tudo imediatamente, mas podemos fazer alguma coisa já.”

No domingo último, 26, me deparo com a triste notícia: “Abandono danifica monumentos” no jornal O diário que percorreu a cidade em companhia da arquiteta restauradora Vanessa Kraml e, visitou dois monumentos podendo constatar que estão sem manutenções. Não só a falta de manutenção, mas a prática de vandalismo faz aumentar o risco de perdemos valiosos monumentos que contam um pouco da história da Cidade. Mas o lado bom é que, neste caso, o jornal O Diário, publicou no dia 28: “Monumento – abandono é criticado – “Parece que a gente está falando com as paredes”, afirma o autônomo João Benedito Camargo , a respeito do estado de conservação dos monumentos históricos espalhados por Mogi das Cruzes. Defensor do patrimônio cultural, histórico e artístico da Cidade, diz, conforme o jornal, que a Prefeitura deve viver numa outra cidade, por afirmar que realiza manutenções regulares nas peças. Então, os monumentos visitados foram: Estátua do ex-prefeito Waldemar Costa Neto, monumento em homenagem aos expedicionários, o busto do ex-presidente Getúlio Vargas e o Obelisco na praça central, além da escultura de Zumbi dos Palmares e ainda o Monumento ao Imigrante Japonês. Todos eles, necessitam de manutenção e devem ser preservados, pois ai está parte de nossa história, são monumentos dignos de serem visitados e acompanhados pelos Guias de Turismo, que se formam semestralmente pela Etec Presidente Vargas de Mogi das Cruzes. Portanto, vamos aguardar, não só a palavra do Poder Público, mas sua ação imediata. E se falando em monumentos, vamos lá:

IMIGRANTE JAPONÊS
Inaugurado no dia 7 de setembro de 1969, o munument6o ao Imigrante Japonês, foi esculpido pelo artista plástico holandês, naturalizado brasileiro e mogiano, Antonio Josephus Maria Van de Wiel, que viveu até seus 97 nos. A escultura de bronze representa um casal, uma mulher carregando uma criança nas costas conforme o hábito nipônico e um homem carregando a enxada no ombro. Fui erguido para perpetuar o início da imigração japonesa no Brasil, que, marco dos 50 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Representa a população imigrante que se dedica ao setor de agricultura no município. A praça foi remodelada, seguindo estilo oriental. Segundo consta, o artista criador da peça viveu em nossa cidade e tinha uma profunda admiração pelos japoneses, pedindo para um amigo posar de modelo. Seu nome: Dr. Nobolo Mori, médico ainda atualmente na cidade, diretor do Hospital Ipiranga. Localizada entre as avenidas: Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Fernando Costa, no Jardim Avenida.

MÃE GRÁVIDA
Esta é uma das obras mais importantes, inclusive em nível nacional. Criado para comemorar o cinquentenário da Imigração Japonesa, o monumento, popularmente conhecido como MÃE GRÁVIDA, é uma obra de um dos artistas plásticos mais consagrados do mundo. Inaugurado em 1969, o monumento está localizado em frente da Sociedade dos Agricultores de Cocuera. Mabe conheceu Mogi das Cruzes por intermédio de um médico que o ajudou durante um tratamento, quando ele não tinha dinheiro e assim, para agradecer, Mabe aceitou o pedido da Sociedade dos Agricultores de Cocuera (hoje associação), e fez essa obra que representa a fertilidade das terras do Brasil. Em 1978 com a visita, à época, do príncipe Akihito e Michico foi afixada uma placa comemorativa que sacramenta sua passagem por Mogi das Cruzes. Este monumento encontra-se na Sociedade dos Agricultores de Cocuera – estrada Mogi-Salesópolis, km 11.

ZUMBI DOS PALMARES
Inaugurada em 19/11/2009, pela Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, através da Secretaria Municipal de Cultura, para destacar a memória do líder negro, a escultura na Praça Zumbi dos Palmares, no distrito de Brás Cubas, tem o objetivo de valorizar a cultura, a importância e a história do negro na sociedade brasileira. Desde 2003, o dia 20 de novembro é comemorado como o Dia Nacional da Consciência Negra. A instituição da data é tida como uma grande vitória e foi resultado do surgimento de movimentos por todo o Brasil. A data não foi escolhida por acaso. O dia se refere ao dia da morte de Francisco (nome de batismo, dado pelo padre português Antônio Melo, que o criou), ou Zumbi dos Palmares, nome que foi adotado por ele e com o qual ficou conhecido. Considerado um grande líder, Zumbi se tornou chefe do Quilombo dos Palmares em 1680, com 25 anos. Em 1694, o bandeirante Domingos Jorge Velho organizou um grande ataque ao quilombo. Após intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, foi totalmente destruída. Mesmo ferido, Zumbi conseguiu fugir, mas foi traído por um antigo companheiro e entregue às tropas do bandeirante. Em 1695, aos 40 anos, foi degolado. Hoje, Zumbi é considerado um dos principais símbolos de luta pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil. Localizado na Avenida Henrique Peres, no bairro de Brás Cubas.


Até a próxima!