quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Capitulo II - A Loucura e o Tratamento

A Loucura 

No final de 1918, Yayá teve a primeira manifestação de desequilíbrio emocional. Achando que iria morrer, redigiu a lápis, e sem a presença do tabelião, um testamento evidentemente sem validade.Sua segunda providencia foi distribuir as jóias que possuía entre as mulheres da casa; depois, elas foram recolhidas por sua afilhada Rosa Masullo, que as guardou à espera de que sua madrinha se restabelecesse para confirmar a doação.
Em janeiro de 1919 sobreveio uma nova crise. Yayá desconfiava de todos. Recusando alimentos, gritava que a queriam matar e que tentavam desonrá – la. Em seu desespero tentou suicídio, sendo então internada no Instituto Homem de Mello.
A notícia levada até o Curador Geral de Órfãos, provavelmente pelo antigo tutor de Yayá, Albuquerque Lins, resultou na nomeação de dois médicos para que procedessem ao exame de Sebastiana “que se achava sofrendo das faculdades mentais a ponto de não poder gerir seus bens”.
Por ocasião de seu internamento, Yayá tinha 32 anos. A partir daí, sua vida, já bastante marcada por acontecimentos trágicos, não mais foi conduzida por sua vontade.
Durante os 42 anos seguintes foi perdendo sua inteireza. Esquecida pela quase totalidade dos amigos, afastada os espaços e objetivos que constituíam seus referenciais afetivos, tornou-se, gradativamente, mais agressiva e, ao mesmo tempo, indefesa.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Capitulo I - A Vida de Sebastiana de Mello Freire


 Sebastiana de Mello Freire, carinhosamente tratada por Yayá, nasceu em 21 de janeiro de 1887 na cidade de Mogi das Cruzes, uma dentre os cinco filhos de Manoel de Almeida Mello Freire e Josephina Augusta de Almeida Mello.
            Até a perda dos pais, Yayá estudara em casa, sob os cuidados de Antonio de Barros Barreto, seu preceptor. A partir de então, foi interna no tradicional colégio Nossa Senhora de Sion, freqüentado por filhas da elite paulista. Yayá recebeu educação esmerada. Falava francês, tocava piano, pintava, dominava regras de etiqueta, realizava trabalhos manuais. E, sobretudo, desenvolveu sua religiosidade, talvez um fator importante na manutenção de sua integridade emocional diante dos abalos produzidos pela perda dos familiares próximos.
           O Sion parece ter sido um referencial básico na vida de Yayá. Suas amigas durante a idade adulta eram, na maioria, antigas colegas de escola. Mesmo depois de deixar o colégio, ela continuava ligada às freiras –especialmente a Mère Amedée, sua orientadora espiritual durante o período de estudante – obsequiando-as com favores e doações.
           A vida de Yayá não se resumiu a momentos de tristeza e desespero. Na verdade ela os superava levando uma vida alegre e rodeada pelos que a estimava. Yayá parece haver herdado o temperamento brincalhão do pai. Segundo o Dr. Augusto Trigueirinho, ela era uma mulher alegre que gostava de se divertir e, para isso, armava brincadeiras com amigas e gente próxima.
          Às vezes, servia a seus convidados pastéis recheados de algodão, divertindo-se em vê-los sem jeito por não poderem engolir a iguaria que, segundo fazia crer, ela mesma preparara. Até com os velhinhos aos quais distribuía mensalmente alimentos e auxílio financeiro, Yayá fazia brincadeiras. Seu alvo preferido era uma velhota, divertida, vaidosa e um pouco aloucada, a quem pessoalmente pintava os cabelos e ofertava ornamentos.
       

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Expresso Turistico 13/01/13

Bom dia !!! No último domingo teve expresso e eu fiz o roteiro do Orquidário Oriental e era para ter ido também no Parque Centenário mas São Pedro não nos ajudou e fizemos um panorâmico pela cidade.

Segue algumas fotos :




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Bandeira de Mogi das Cruzes



Criada em 1956 pelo então estudante Domingos Geraldo Sica, a bandeira de Mogi das Cruzes foi instituída e oficializada pela Lei Municipal nº 804 em 29 de novembro de 1956. Possui três faixas horizontais, sendo a de cima de cor preta, a do meio branca e a de baixo vermelha. Elas representam as raças da população que se formou no município: branca, negra e vermelha (índios). As faixas preta e vermelha tem cada uma 1/4 do total e a do meio tem 2/4, por ter sido maior a contribuição da raça branca.

No canto esquerdo, um triângulo de lados iguais com o vértice voltado para a direita e representando a Santíssima Trindade e, por extensão, Sant'Anna, padroeira de Mogi das Cruzes. Esse triângulo de cor azul, simbolizando o céu, tem uma estrela dourada em cada um de seus três ângulos, que lembra a expansão dos bandeirantes mogianos nos sentidos norte, noroeste e sudoeste. Ainda sobre este triângulo, há à direita o brasão da cidade e à esquerda uma cobra fumando, lembrança da participação dos mogianos na Força Expedicionária Brasileira, na 2ª Guerra Mundial, que foi a maior dentre todas as cidades do interior do Brasil.

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Drift Show - Mogi

Nos dias 15 e 16 de Dezembro, Mogi das Cruzes foi palco, ou melhor, foi a pista da última
etapa do Paulista de Drift. Mesmo com a chuva e os imprevistos as equipes deram um verdadeiro show! Ao pessoal da Manna e Associados, DS Brasil Series, Prefeitura de Mogi das Cruzes e todos os patrocinadores nossos parabéns!

Abaixo segue algumas fotos do evento.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Brasão de Mogi das Cruzes



Idealizado pelo historiador Dr. Afonso Taunay e desenhado pelo artista J. Wasth Rodrigues, o brasão de armas do município de Mogi das Cruzes foi instituído pelo Ato nº 48, de 1º de julho de 1931 e restabelecido pela Lei nº 19, de 27 de fevereiro de 1948.

É composto por um escudo com um gibão de armas flechado, baseado no célebre quadro "Combate de Índios Botucudos com Soldados Milicianos de Mogi das Cruzes" - representado ao natural, em campo vermelho.

Cinco escudetes recordam e simbolizam uma série de fatos da história local e circunstâncias da vida mogiana. O primeiro escudete é partido ao meio, contendo uma pipa de ouro em campo vermelho, das armas de Braz Cubas; no quadrante inferior, um cardo verde em campo de prata das armas dos Braz Cardoso.

No segundo escudete, uma serpente de ouro sob uma faixa de prata em campo verde, que traduz a denominação "Mogi", que significa "rio das cobras". No terceiro escudete, três cruzes vermelhas da ordem de Cristo, em campo de prata, evocam a antiquíssima tradição dos três cruzeiros que ficavam no pátio da primeira igreja Matriz.

No quarto escudete há duas coroas de ouro em campo de verde, que simbolizam a fundação de cidades por mogianos mineradores de ouro, provenientes das margens do Rio Tietê. E no quinto escudete uma roda dentada de engrenagem simboliza a existência da já notável indústria moderna na cidade.

Como tenentes do escudo, dois bandeirantes revestidos do característico "Gibão de Armas", um deles empunhando uma bandeira de Santana, padroeira da cidade, e o outro, armado com um arcabuz. Como suporte, ramos de fumos e hastes de cana rememoram as duas lavouras tradicionais do município. No listal, em letras cor de prata sobre fundo vermelho, inscreve-se o lema "BANDEIRANTES GENS MEA", que se pode traduzir como "SOU DA GREI BANDEIRANTE" ou "PROCEDO DOS BANDEIRANTES".

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes