segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rota Dória - Uma Rota Clandestina de Escravos




O Município de São José do Parahytinga, hoje Salesópolis, surgiu entre os séculos XVI e XVII no cruzamento das poucas trilhas que serviam de rotas comerciais e que ligavam o Litoral Norte Paulista ao Alto do Tietê e Vale do Paraíba. Diante da inexistência de melhores caminhos para o Porto de São Sebastião, o Governo da Província de São Paulo determinou que se iniciasse a abertura de estradas que levassem o comércio, a agricultura e o povoamento às regiões que compreendiam Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Paraibuna e São José do Parahytinga. As obras só foram iniciadas no princípio do século XIX com a ajuda dos Padres de São Sebastião, então designados como inspetores de estradas.

O Padre Manoel de Faria Dória foi o único a completar sua missão e a de seus companheiros, mas com sua morte a principal estrada foi fechada, e por interesses políticos conflitantes, foi proibida de ser mencionada em mapas e documentos a partir de 1843. Nesse tempo, ante a clandestinidade da estrada, as rotas Dória e do Sal se tornaram Caminhos Clandestinos do Tráfico Negreiro, tornando-se, secretamente, de grande importância histórica, cultural e para o desenvolvimento econômico das regiões que interligavam. Hoje a “Rota Dória” mapeia os passos dos africanos em terras brasileiras no Estado de São Paulo e se junta, como peça do quebra-cabeça dessa parte da história, com registros arquitetônicos que se tornaram pontos de visitação, como o Casarão Senzala em Salesópolis e o Sítio Arqueológico em São Sebastião. Apagada dos mapas, a Estrada Dória e sua importância para a região ainda permanece intacta na memória dos mais antigos até os dias atuais.
Aprender a história que nem sempre foi contada nos livros é enriquecer o conhecimento através da oportunidade de passo a passo vivenciar uma nova Rota Colonial Turística e Lendária.




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