quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Historia do Turismo




Antes de falarmos sobre a história do turismo precisamos entender as definições associadas a essa palavra.
Segundo o dicionário Online UOL Michaelis[http://michaelis.uol.com.br] Turismo significa: “1 Gosto das viagens. 2 Realizações das viagens de prazer ou recreio e esporte. 3 Prática esportiva de locomoção, por mero recreio ou prazer de viajar.[...]”. Já as Recomendações da Organização Mundial de Turismo/Nações Unidas sobre Estatísticas de Turismo o definem como "as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros.".
A principal diferença entre essas duas definições é o fato de que na segunda se incluem as viagens a negócios e não só as de lazeres/prazeres, e é esta diferença um dos motivos de haver várias linhas de pensamentos sobre a história do turismo. Registros em cavernas que demonstram que os povos primitivos que viviam naquela região viajavam até o mar e voltavam, faz com que alguns autores defendam a ideia de que já havia indícios de turismo há mais de 10.000 anos.
Outros estudiosos acreditam que a viagem da rainha de Sabá, que saiu da Arábia para visitar o rei Salomão em Jerusalém no século X A.C, seja um dos marcos iniciais do turismo.



Idade Antiga

Mas o turismo como atividade econômica teve seu início na idade Antiga, isso por volta do século VII a.C. Um dos deslocamentos mais conhecidos da época era os para assistir as olimpíadas que aconteciam a cada quatro anos da cidade de Olímpia. Esses jogos atraiam além dos atletas muitos espectadores. Esses jogos foram motivos para as primeiras viagens de lazer de um povo. Antes as viagens tinham motivos individuais.
Os jogos na Olímpia não movimentavam apenas a cidade, mas toda região que na época dos jogos criavam pontos de alojamento e alimentação para servir os turistas.
Durante o Império Romano o turismo ganhou ainda mais força, o povo romano viajava para assistir teatro, lutas de gladiadores e frequentava lugares termais como, por exemplo, Caracalhas.
Um fato que contribuiu muito para que o turismo crescesse nesta época foi a “Pax Romano”, que durou de 29 a.C. quando Augusto César declarou o fim das guerras de conquista, até 180 d.C. com a morte de Marco Aurélio. Nesta época houve muito desenvolvimento de vias de tráfego, com construção de estradas e hospedarias.
Com o declínio do Império Romano, guerras intensas que destruíram as estradas e o comércio que acabou se tornado difícil acabando com a prosperidade econômica, marcaram o fim do período inicial do turismo.

Idade Média

Durante a idade média, depois de um início de período difícil por causa dos conflitos, o turismo volta a crescer. Esse crescimento se da por causa das peregrinações religiosas até Jerusalém.
Após a descoberta da tumba do apóstolo São Thiago em 814 d.C. as peregrinações cresceram muito na Europa, inclusive um dos roteiros turísticos mais realizados é o do Caminho de Santiago da Compostela, criado para se chegar até o sepulcro do apóstolo. O peregrino francês Aymeric Picaud escreveu um roteiro de viagem sobre a travessia partindo da França, e esse roteiro é considerado o primeiro a ser impresso na Europa.
Também na idade média, a peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos conhecida como Hajj, deslocou milhares de pessoas. Essa peregrinação deve ser feita por todos os muçulmanos pelo menos uma vez na vida.

Idade Moderna

No Renascentismo houve um grande desenvolvimento artístico e científico, aquela ideia de que tudo era obra divina ia perdendo força, e as coisas começam a ser vistas como obras humanas.
Ricos senhores resolveram financiar e proteger artistas, cientistas e literatos, eles eram conhecidos como mecenas. Nesta época viajar passou a ser uma oportunidade para se ter mais conhecimento, aprender novos idiomas.
No século XVI os ingleses começaram a mandar os jovens estudantes para outros países, acompanhados de professores ou tutores para que se obtivesse um maior conhecimento do mundo, era uma viagem educacional e cultural, essas viagens eram consideradas um aprendizado indispensável. Nesta época as cidades de Florença e Roma despontaram como destinos culturais.
Esta também foi uma época de grandes viagens marítimas, períodos de grandes navegações e atividades chamadas por muito de turismo comercial.
Foi na idade Moderna que os hotéis começaram a surgir, pois com os grandes senhores e artistas viajando com comitivas cada vez maiores, ficou inviável o alojamento em palácios.

Idade Contemporânea

Com a revolução industrial fortemente impulsionada pelos motores a vapor, houve uma consolidação da burguesia que tinha tempo livre e situação econômica favorável para viajar.
Os meios de transportes ficaram mais rápidos com as inovações tecnológicas, trens a vapor substituíam os meios de transporte de tração animal, os navios a vapor navegavam bem mais rápido, e a Inglaterra saiu na frente sendo a primeira a oferecer viagens que atravessavam os oceanos.
Nessa época as atividades de lazer e recreação se tornaram uma grande atração para a promoção do turismo. Outro fato que vez crescer o turismo foram os cassinos que começaram a surgir na Europa.
Em 1804 entra em vigor na França o novo código civil, que foi o primeiro no mundo a regulamentar a responsabilidade civil do agente hoteleiro.
Em 1841 surge um grande avanço no turismo graças a Thomas Cooker, que organizou a primeira viagem coletiva da história do Turismo internacional. Para esta viagem ele utilizou um trem fretado.

Categorias do turismo

O turismo pode ser dividido em três categorias conforme o deslocamento do viajante, essas categorias são: receptivo, emissivo e doméstico.
No turismo receptivo, o país de destino de uma viagem oferece infraestrutura, bens, e serviços capazes de atender a todas as necessidades do turista que visita o local.
Para que se tenha uma boa receptividade, o país de destino terá que se preparar para oferecer ótimos serviços, e para isso é necessário a união do poder público, da população e dos empresários.
Com o trabalho em conjunto desses três elementos, é possível fazer uma recepção de qualidade e competitiva capaz de atrair muitos turistas. Mas estes elementos apesar de essenciais não são os diferenciais, o local precisa ter atrações para atrair ainda mais visitante, como belezas naturais, construções históricas ou eventos.
Já o turismo emissivo é aquele gerado pela viagem de pessoas residentes em um país para outra localidade, e que permaneça em seu destino por mais de 24 horas e menos de um ano no local de chegada, não recebendo remuneração no local visitado.
O turismo doméstico se constitui de viagens dentro do próprio país/região de residência. No Brasil esse tipo de turismo é muito explorado, principalmente nas épocas de crises e dólar com valor alto, quando fica bem mais caro viajar para o exterior. Apesar de haver campanhas no exterior com a finalidade de trazer estrangeiros para o Brasil (turismo receptivo), os que mais movimentam o turismo no Brasil são os moradores locais.

Turismo com economia e diversão extra

Uma das classificações de turismo que mais cresce é o turismo econômico, bastante popular entre os jovens e que vem ganhando adeptos de todas as idades. Vai desde o chamado “mochilão”, em que o viajante vai ao seu destino com pouca bagagem e focado em explorar ao máximo seu instinto de aventura, até as tradicionais férias familiares, geralmente pensadas com bastante antecedência para tornar o orçamento de viagem menor possível e que possa cobrir diferentes aspectos do passeio.
Fator decisivo em tornar a viagem mais econômica é encontrar estadia mais barata. Entram aí os albergues (conhecidos internacionalmente como hostels), absoluto hit entre os viajantes pelo mundo e cada vez mais populares no Brasil.
Com preços muito menores que os de hotéis e oferecendo um ambiente diferenciado que propicia maior integração entre os hóspedes, os albergues têm se tornando os favoritos entre os viajantes mais antenados.
Foi-se o tempo em que o termo ligava aos desabrigados e necessitados. O termo original, na verdade, foi alcunhado pelo professor alemão Richard Schirrmann, que começou o movimento alberguista no início do século 20, depois de dar falta por lugares que pudessem abrigar seus jovens alunos nas saídas de campo da escola.
Hoje em dia, sites como o HostelBookers – o único portal online de reservas que não cobra qualquer taxa ou comissão extra pelo serviço – concentram uma variedade impressionante de propriedades espalhadas pelo mundo. As opções vão desde pousadas, hotéis econômicos até os chamados “bed & breakfasts”.
Vale para qualquer tipo de interesse turístico. De albergues no Rio de Janeiro até pousadas baratas nas praias de Florianópolis ou Natal, até os prédios incrivelmente chiques e modernos dos albergues em Lisboa, Paris em Londres na Europa.
A variedade de serviços oferecidos também impressiona. Os quartos compartilhados são sempre a opção mais barata e podem ser também as mais divertidas, facilitando a troca de experiências e dicas entre os viajantes. Quem prefere mais comodidade, pode optar pelos quartos privativos, quase sempre também disponíveis nos albergues.
Fora a comodidade extra que se encontra em alguns dos melhores exemplares do gênero. Pagando uma fração do preço de um hotel comum, o viajante que ficar em albergue pode sim dispor de piscina, terraço, churrasqueira, jacuzzi, sauna e outros luxos. Descontos em eventos, passeios, aluguel de veículos e dicas de quem realmente conhece o local também são garantidos nesses estabelecimentos.