sábado, 15 de setembro de 2012

Conjunto das Igrejas do Carmo


O conjunto das Igrejas do Carmo é composto de dois edifícios, ligados internamente por um páteo, que fica atrás da torre sineira. É um dos dois patrimônios de Mogi tombados pelo IPHAN.
            A Igreja da Ordem Primeira é a mais antiga, datando sua construção de 1633. Com nave única, o templo possui, antes da capela-mor, dois alteres mais profundos, que proporcionam o acesso aos corredores internos e aos púlpitos, muito utilizados antigamente para os sermões, em missas e outras celebrações religiosas. Na abóboda do altar mor há uma pintura no forro, representando a Virgem do Carmo entregando a escapulário a S,. Simão Stock. As imagens do altar-mor, em  madeira, representam a Virgem Maria, Santo Elias e Santo Eliseu e, provavelmente, vieram de Portugal.
            A Igreja da Ordem Terceira (a da esquina) tem sua construção datada de 1780 e, como as igrejas de terceiros, visa atender aos leigos consagrados à devoção carmelita. O teto apresenta riquíssimas pinturas, de grande importância na arquitetura paulista, pela sua raridade, se comparadas às existentes em Minas, Bahia e Pernambuco. Os altares apresentam significativas talhas, do período colonial brasileiro, e contêm conjunto de imagens representando os “Passos da Paixão”. São imagens de roca, com cabelos naturais e vieram de Portugal. Até os anos 1970, essas imagens saíam em procissão pelas ruas da cidade, no Domingo de Ramos. A pintura existente no forro da sacristia é também extremamente valiosa, pela inclusão de elementos tropicais (frutos e pássaros) na representação religiosa. O altar-mor desse templo passou por restauração em 2004.
            Desde 2004, os cômodos que ficam nos fundos da Igreja da Ordem Primeira abrigam o Museu de Arte Sacra (Museu das Igrejas do Carmo - MIC), que apresenta um acervo pequeno, porém de grande valor artístico e histórico, com imagens, altares, alfaias e outros objetos representativos da arte colonial e barroca da região.
O conjunto carmelita, com características barrocas, é o mais representativo da cidade de Mogi das Cruzes. As linhas e silhuetas dos telhados das duas igrejas proporcionam um diálogo harmonioso entre os dois volumes. Este diálogo formal tem como eixo vertical a torre sineira, arrematada em telhado de quatro águas.
O conjunto, que dá nome ao Largo em frente, é elemento obrigatório nos estudos da história e da arquitetura da cidade, constituindo-se, talvez, na maior riqueza do patrimônio mogiano.